Primeiro encontro de mulheres promovido pelo SINPRO ABC discute a representação da mulher na mídia e desigualdade de gênero

O debate foi realizado no auditório do Colégio da Fundação Santo André e contou com a participação de professoras, professores, alunos e representantes dos movimentos populares e sociais.

No encontro foram discutidas a representação da mulher na mídia, com exposição da escritora e psicóloga, especializada em Sexualidade Humana, Rachel Moreno; a reforma da Previdência e as mulheres com apresentação de Marilane Teixeira da Marcha Mundial das Mulheres, economista e pesquisadora da Unicamp e  Cristiane Gandolfi – Educadora, professora da Universidade Metodista de São Paulo  e diretora do SINPRO ABC.

De acordo com Rachel Moreno “a mídia apresenta um modelo distante da diversidade da mulher brasileira, ou seja, não nos representa”.  Segundo ela, “a ditadura da beleza, estimulada pelos anunciantes dos veículos de comunicação, tem trabalhado na construção de certos padrões de mulher em detrimento de outros. O mercado aponta para estereótipos baseados em um modelo europeu, em sua maioria. As imposições são formas de violência contra a mulher”.

Já a economista da Unicamp e membro da Marcha das Mulheres, Marilane Teixeira, falou sobre os prejuízos da possível reforma da previdência na vida das trabalhadoras. “No caso das mulheres, a aposentadoria diferenciada existe desde a Constituição de 1967. Trata-se do reconhecimento de que nós vivenciamos uma condição mais desfavorável no mercado de trabalho, com discriminação e salários inferiores, e somos as principais responsáveis pelas tarefas domésticas e de cuidados, portanto sobrecarregadas com a dupla jornada de trabalho”. Ela alerta que “com a reforma proposta pelo governo Temer, vamos perder essa diferenciação no tempo de serviço. Vamos trabalhar muito mais, para ganhar menos”.

Para a educadora e professora da Universidade Metodista de São Paulo, Cristiane Gandolfi, o sexismo ainda está muito presente na sociedade e a luta por igualdade tem sido constante.  “Desde a luta das mulheres nos Estados Unidos em defesa de melhores condições de vida e trabalho, já se somam 165 anos. Contudo, ainda temos muito a caminhar para que as mulheres sejam tratadas com respeito e igualdade de direitos. Mais uma vez as trabalhadoras, comprometidas com a vida e seu tempo social, vão às ruas para dizer não ao feminicidio, ao trabalho invisível familiar, e a opressão de gênero que mata a gênese e a natureza do ser mulher”.

No final do encontro o grupo Batuque Abayomi com a cantora Vanessa Reis, fizeram uma apresentação musical para animar os participantes e encerrar o encontro com muita alegria e descontração.

Sérgio Corrêa - jornalista


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