Professores e auxiliares do Ensino Superior privado vêm a público manifestar o seu repúdio à intransigência patronal nas negociações salariais de 2015.
Os patrões se valem das mudanças nas regras de repasse do FIES para inviabilizar a discussão em nossa data base. Inventam uma crise para justificar sua recusa em debater reajuste salarial e melhorias nas condições de trabalho para toda a categoria.
De que crise esses senhores estão falando? No ano de 2014, as instituições de ensino superior receberam R$ 13,75 bilhões apenas em recursos do FIES. Desde 2010, este valor soma R$ 28,45 bilhões! Onde está esse dinheiro??
E não é só! Não é de hoje que as instituições privadas de ensino superior usam como desculpa mudanças pedagógicas para ampliar ainda mais a sua lucratividade. Reduzem carga horária dos cursos, superlotam salas de aula, promovem mudanças no plano de carreira dos professores e inventam outras artimanhas para reduzir custos e ampliar o lucro, em detrimento da qualidade de ensino.
Os patrões já ganharam muito em anos anteriores e continuam a ganhar. As mensalidades foram reajustadas em 2015 e o FIES está sendo normalizado. Eles não têm do que queixar!
É preciso dar um basta. Os professores e auxiliares do ensino superior privado no estado de São Paulo exigem respeito, reajuste salarial digno e melhoria nas condições de trabalho!

Os professores do Ensino Superior devem estar se perguntando: Como estão as negociações da campanha salarial 2015? Afinal, já estamos na segunda quinzena do mês de maio e até agora nada! O Sindicato dos Professores responde: Culpa dos patrões, que não fazem proposta decente e querem faturar em cima da categoria com lucros absurdos.
A última proposta feita pelo SEMESP (sindicato patronal) no final de abril foi de 7,41% de aumento retroativo a março. Apesar de esse índice cobrir a inflação acumulada no período (6,65% - IPC-Fipe), não corrige o ganho dos últimos 12 meses, que inclui o abono de 24%. Desta forma o reajuste real oferecido pelos patrões seria de 5,51%, o que não repõe nem a inflação.
Mesmo assim a proposta foi encaminhada à categoria pelos sindicatos ligados à FEPESP e uma assembleia foi realizada no dia 24 de abril nos diversos SINPROs, quando os professores rejeitaram a proposta e mantiveram a reinvindicação de reposição salarial com ganho real.
Além da pauta econômica, a grande preocupação dos representantes dos trabalhadores é para manter na mesa de negociação as cláusulas que garantam melhorias das condições de trabalho dos professores e auxiliares. Tema que foi deixado de lado pelo SEMESP.
Os sindicalistas estão se reunindo semanalmente na sede da Federação, no entanto, até o momento nenhuma proposta patronal foi feita.
Uma nova assembleia dos professores do Ensino Superior deve ser realizada ainda neste mês para nortear os rumos da categoria.