Não há dúvida que estamos diante de uma das mais graves crises mundiais do capitalismo, desde a grande depressão de 1929, assim como é fato que no Brasil há uma perseguição política, por parte dos veículos de comunicação, para criminalizar apenas alguns setores da política nacional. Isso acontece para desvincular o País da crise que afeta não somente os EUA, mas também diversos países da Europa, passando a visão de que a atual situação econômica no Brasil é fruto da “incompetência”, da “corrupção” e do “aparelhamento do estado”.

Do mesmo modo, a operação Lava-Jato, partidarizada pelos agentes públicos do estado, é o epicentro da “crise política” ao enveredarem por caminhos de causar inveja ao senador norte-americano McCarthy, se vivo estivesse: o das perseguições e das prisões sem provas. Obviamente, concordamos que a corrupção não está localizada num grupo partidário ou num segmento como quer nos fazer crer o Juiz Sérgio Moro, alguns agentes do Ministério Público e da Polícia Federal deixando vazar informações seletivas para serem exploradas pelos tradicionais meios de comunicação e pela poderosa FIESP, todos apoiadores do golpe civil-militar-empresarial de 64.

Um dos alvos desse carnaval conservador de meias verdades é a Petrobras. Para a elite entreguista e subserviente, a exploração do pré-sal não pode ser realizada por uma empresa nacional. Este é o caráter do Projeto de Lei do Senado (PLS 131), de autoria do senador Serra (PSDB-SP), cuja aprovação foi negociada com o governo Dilma. Caso o PL seja aprovado na Câmara e tenha a sanção da presidenta, o Brasil deixará de arrecadar R$ 100 bilhões para o Fundo Social e R$ 50 bilhões para Educação e Saúde.

Outra grande perda para os trabalhadores é a reforma da previdência que se aprovada, pretende retirar direitos conquistados, a exemplo do que ocorreu em países como a Espanha e a Grécia. Segundo sinalizou o governo, a ideia é instituir uma idade mínima para aposentadorias, equiparando regras entre homens e mulheres e entre trabalhadores rurais e urbanos.

Desta forma o SINPRO-ABC repudia a aprovação do PLS 131 que entrega o pré-sal aos estrangeiros e a reforma da Previdência chamando a comunidade a rechaçar todas as tentativas de violação da nossa soberania e da retirada de direitos dos trabalhadores de trabalhadoras.

 


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