Os professores da Fundação Santo André e da Uniesp estão num fogo cruzado aguardando o pagamento de salários e férias atrasados.

A espera vem desde o primeiro semestre, já que o salário de junho e as férias não foram depositados nas datas previstas.

No caso da Fundação Santo André, as férias e o salário foram parcelados, sendo o pagamento de junho efetuado em duas datas: 50% no dia 10/08 e o restante no final de agosto. Mesmo assim o acerto foi feito só depois da pressão feita pelo SINPRO ABC, juntamente com os professores. Foram várias assembleias e rodadas de negociação para que a Fundação apresentasse uma proposta. A reitoria da faculdade alegava problemas financeiros.

Além da falta de pagamento a categoria negociava a revogação do desligamento de 18 professores e quatro funcionários acima de 70 anos, o que foi atendido em reunião do Condir (Conselho Diretor da Fundação Santo André) realizada em 11/08. O encontro terminou com a renúncia do reitor, José Amilton de Souza, que apesar do problema financeiro da instituição, alegou motivos pessoais para sua saída. O posto foi assumido pela vice-reitora, Leila Modanez, que tem até 90 dias para a eleição de um novo representante.

Devido à crise, os professores temem que a mudança anule o acordo salarial firmado, com o antigo reitor, apesar da promessa de que os compromissos serão mantidos.

Uniesp             

Os professores da Uniesp se mobilizaram e fizeram uma paralisação de advertência (10/08) contra o achatamento e o atraso nos salários, nas férias e depósitos do FGTS, pois a Instituição vem desrespeitando os direitos trabalhistas. Devido à cartelização da educação no Ensino Superior com a junção dos grupos Kroton-Anhanguera e UNIESP, as condições de trabalho dos professores estão cada vez mais precárias.

A UNIESP, no entanto, mesmo acumulando grandes lucros em decorrência do FIES, fazendo propagandas em horários nobres de televisão, diz que está passando por momentos de crise financeira e quer transferir aos professores o ônus da situação.

O SINPRO ABC está empenhado em exigir da Mantenedora que os pagamentos sejam efetivados para a categoria o mais breve possível e defende que a convenção coletiva seja aplicada.

A assistência jurídica do sindicato entrou com uma ação de cumprimento na Justiça, exigindo o pagamento de juros, multas sobre os vencimentos atrasados.

No dia da paralisação uma carta aberta foi entregue aos alunos para esclarecer a atual situação dos professores da UNIESP.


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