Previsões negativas de economistas do País nos induzem a acreditar que o Brasil ficará em recessão pelo menos até 2016, com uma luz no fim do túnel para 2018. Esse cenário se desenha devido à crise econômica que bateu à nossa porta e invadiu a economia brasileira.

Os simpatizantes de centro direita culpam o governo Dilma, não só pela recessão, mas por tudo o que acontece no país, mesmo quando diz respeito ao bairro, município, estado e até mesmo a própria casa. Dilma e Lula se tornaram “bode expiatório” do mundo. Há quem os culpe até pela crise da Grécia ou a quebra da bolsa de valores chinesa.

Eufemismos a parte, lembramos que a crise econômica pela qual passa o País é mundial e até mesmo as economias mais consolidadas e promissoras estão sofrendo um processo de degradação e incertezas. A China, por exemplo, tem apresentado crescimento bem abaixo do esperado. O mesmo acontece em mercados como o Japão, Estados Unidos e vários países da Europa (Portugal, Espanha, Grécia, Itália e a própria França).

De acordo com João Pedro Stédile, economista graduado pela PUC do Rio Grande do Sul, e pós-graduado pela Universidade Nacional Autônoma do México, a economia brasileira está passando por um processo de desindustrialização, “na década de 70 a indústria representava 50% do PIB, hoje esse número está em 13%”. Essa queda associada ao envio de recursos para o exterior, por conta das multinacionais, tem agravado o problema no País. Segundo ele, “nos últimos dois anos foram enviados para fora do Brasil R$ 290 bi para salvar a crise internacional”.

Pegando carona na crise econômica, políticos brasileiros inconformados com o resultado das eleições presidenciais, ferem princípios democráticos e tentam legitimar um golpe contra a presidenta Dilma, não respeitando o resultado das urnas.

Vale lembrar, antes de tudo, que a presidenta tem respaldo de 54 milhões e meio de brasileiros que votaram nela, isso sem falar no trabalho de inclusão social realizado pelos governos Lula e Dilma tirando cerca de 32 milhões de brasileiros da extrema pobreza.

Com relação à corrupção na Petrobras, a presidenta Dilma fez questão de salientar que a investigação seria prioridade no governo e orientou que os culpados fossem punidos exemplarmente, não escondendo fatos ou jogando para debaixo do tapete interesses partidários.

Diante dos fatos, o SINPRO ABC se opõe ao impeachment, obra de golpistas, reforça as investigações na Petrobras, da operação Zelotes, das contas secretas do HSBC, da grande imprensa, ao plano Levy e acima de tudo exige o respeito aos direitos trabalhistas e a democracia.


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