Nota
O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC manifesta seu apoio à greve dos professores e funcionários da Universidade Metodista de São Paulo, um movimento legítimo e necessário dado ao cenário de desrespeito aos direitos básicos dos trabalhadores desta instituição, como salários, férias e fundo de garantia.

Conhecida pela qualidade de ensino que oferece, a Universidade Metodista tem em seus professores e funcionários os grandes responsáveis por seu nível de excelência e é inadmissível que estes sejam penalizados num momento de crise.

A direção do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC está solidária ao SINPRO-ABC e se coloca à disposição para ajudar a categoria nesta luta. Vivemos hoje no Brasil um cenário de descaso total com a Educação, ameaçada constantemente por corte de verbas, convênios e incentivos e perseguições a profissionais. É nosso dever, enquanto organização de trabalhadores, lutar para que esse quadro se reverta. Temos de estar juntos e atentos nesta batalha, pois está em jogo o futuro do nosso País.

Wagner Santana

Sindicato dos Metalúrgicos do ABC - presidente

 

SINPRO NOTA DE APOIO metalurgicossss abc

POR UMA FUNDAÇÃO DEMOCRÁTICA
fsa fachada

Em 06 de maio a Fundação Santo André desligou o reitor Francisco Milreu. No dia seguinte anulou também o concurso no qual o mesmo havia sido classificado em 1º lugar para uma disciplina da FAECO. A pressão do SinproABC, professores e funcionários, dos vereadores de Santo André, através de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) e do Ministério Público Estadual, que abriu inquérito para investigar a legalidade da participação e da aprovação do ex-reitor em concurso recente, aliadas a mobilização, foram decisivas para a queda do reitor.

Como tudo começou:
Durante a campanha para eleição do reitor denúncias sobre a irregularidade na contratação do prof. Milreu vieram a público. Inúmeras vezes o jornal DGABC noticiou afirmações do então candidato dizendo não ter prestado concurso público de ingresso na FSA. Já eleito como reitor uma Comissão de Sindicância, nomeada pelo vice-reitor Rodrigo Cutri, foi formada com membros que, em sua maioria, ocupam cargos comissionados. Esta ignorou tal informação e realizou análises de algumas contratações, que resultaram no desligamento de 35 docentes em 21/12/18 e, pasmem, nada aconteceu com o reitor, alvo principal das denúncias que motivaram a instalação da sindicância. Registre-se que no início do ano mais dois professores da Fafil e Faeng, que se destacavam nas mobilizações contra os desmandos e absurdos administrativos da atual reitoria, foram desligados. Perguntamos: o trabalho dessa comissão se orienta por princípios de probidade administrativa ou está ancorado numa perspectiva seletiva e persecutória?

Fique atento!
Essa reitoria buscou esconder estes fatos e atuou para que regras fossem mudadas. Um novo estatuto e regimento foram elaborados e aprovados pelos conselhos internos da instituição, sem a imprescindível participação dos alunos. Isto tudo para não chamar nova eleição para reitor. O estatuto vigente determina que, na vacância do cargo de reitor antes deste completar 2 anos de gestão, novas eleições devem ser realizadas em até 90 dias. Milreu assumiu em abril/18. Tinha pouco mais de um ano no cargo. As mudanças estatutárias e regimentais aprovadas casuisticamente pela atual reitoria, em benefício próprio e de sua permanência no poder, precisam ser aprovadas pela Curadoria de Fundações, fato que ainda não ocorreu. Estamos em mobilização para que isto não aconteça, pela flagrante imoralidade, evitando prejuízos ao pleno funcionamento da democracia na FSA.

Cenário atual:
A FSA não possui a CND - Certidão Negativa de Débitos. Há um enorme passivo tributário e trabalhista. Hoje se assemelha ao que há de pior entre as mantenedoras do ensino superior: não paga o 13º salário desde 2016; não aplica os dissídios salariais desde 2015; está com dezenas de parcelas atrasadas nos depósitos de FGTS; não pagou sequer os dias trabalhados para os professores e funcionários desligados em dezembro/18 (muitos deles colaboradores essenciais por cerca de 30 anos).
Em outros tempos a FSA se destacava como instituição exemplar na relação profissional com seus colaboradores.

CHEGA! Não basta a saída do reitor Milreu:
Se o reitor estava ilegítimo, então todos os seus atos perdem legitimidade, inclusive a casuística mudança estatutária.
Queremos o restabelecimento das relações democráticas na FSA.
Que seja restabelecida a democracia interna, com a participação dos alunos e docentes na gestão dos cursos, com eleição de coordenações e direção.
Que os alunos recuperem sua participação nos órgãos colegiados máximos da FSA, especialmente no Conselho Diretor.
Que os alunos envolvidos em reivindicações legítimas deixem de ser ameaçados por comissões de sindicância.
Que esses tempos sombrios de autoritarismo e centralização sejam definitivamente ultrapassados.
Fim dessa gestão temerária.
Dizemos não ao falso otimismo! Queremos transparência!
Por uma nova eleição de reitoria conforme estatutos vigentes!

 

AGENDA:
Reunião dos alunos, 14/05, às 20h
Reunião dos professores, 17/05, às 17h

Sindicato dos Professores do ABC
e Comissão de professores e funcionários da Fundação Santo André

Maio de 2019.

A Universidade Metodista (UMESP) assumiu a dívida com os docentes e funcionários durante a mediação proposta pelo Ministério Público do Trabalho, ocorrida na sexta-feira, dia 10. A instituição admitiu os débitos e propôs o acerto dos salários de abril em junho. A informação consta na ata assinada entre as partes diante do MPT, onde estava presente o departamento jurídico do SinproABC. A instituição também se comprometeu a não descontar os dias parados. 

Nesta segunda-feira, às 18h ocorre nova assembleia em que a categoria vai decidir se aceita ou rejeita a proposta da Universidade, pois, não é novidade, que nos últimos meses, os salários têm sido pago com 30 dias de atraso. E na rejeição dessa proposta o Sindicato poderá entrar com o dissídio de greve.

Hoje completam 13 dias de paralisação, onde professores e professoras cruzaram os braços em resposta a falta de pagamento de salários e desrespeito a CCT – Convenção Coletiva do Trabalho
Com 90% de adesão e ações coordenadas, a união da categoria tem sido a marca da mobilização pela terceira semana. Desde o final de abril, após a assembleia que definiu a greve, os docentes denunciam sistematicamente os desmandos da reitora que esta no comando da Universidade Metodista. O movimento de paralisação conquistou o apoio dos alunos, que se somaram e fortaleceram as reivindicações. Na segunda-feira, dia 6, alunos e professores, numa grande passeata, tomaram as ruas do bairro Rudge Ramos empunhando cartazes denunciavam a falta de salário.

A solidariedade ao movimento cresceu e conquistou também os profissionais das demais áreas da Universidade e a Igreja Metodista na Mooca se posicionou a favor do movimento. Nesta semana o Sindicato dos Bancários publicou uma Moção de Apoio a greve, onde destaca que “A universidade, que sempre teve grande inserção na região, em especial pela qualidade de seu corpo docente, não pode ficar à mercê de uma política de descaso e descomprometimento com seus trabalhadores e alunos”

Os salários na maioria dos casos estão em atraso há mais de 60 dias. A paralisação conseguiu que os salários de fevereiro fossem pagos, no entanto, ainda não houve o acerto dos salarios de março.

 

Reivindicações:

O pagamento dos salários é parte das reivindicações da categoria que exige ainda o acerto dos salários atrasados de março e a imediata regularização dos depósitos do FGTS
Os professores querem que a reitoria da UMESP respeite a Convenção Coletiva de Trabalho e a legislação vigente, que obriga os pagamentos salariais até o 5.dia útil do mês subsequente ao mês trabalhado.

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