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Ato reúne docentes na defesa da liberdade PDF Imprimir E-mail
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Ter, 06 de Novembro de 2018 11:37

ato liceu siteSinpro ABC faz manifestação em defesa da liberdade de cátedra

O Sindicato dos Professores do ABC – Sinpro – realizou na manhã desta terça-feira (06.11) uma manifestação em defesa da liberdade Cátedra dos professores.

O ato reuniu professores, alunos, pais e representantes da comunidade e foi realizado em frente à Escola Liceu Jardim, em Santo André, onde na última terça-feira (30/10), a professora de história Juliana Lopes foi demitida, vítima da ação de apoiadores do projeto Escola Sem Partido, num violente ato de agressão contra o direito de liberdade de cátedra da profissão docente.

De acordo com o presidente do Sinpro ABC, José Jorge Maggio, a demissão da professora foi um ato inaceitável numa clara atitude contrária aos princípios educacionais com base na Constituição e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação.

“Inspirados em ditaduras, os apoiadores da extrema direita acusam os professores de ‘doutrinadores ideológicos’, o que é inaceitável, já que o papel do docente é oferecer ao aluno acesso a diversas propostas de conteúdo, fomentando o debate e possibilitando a formação de consciência crítica”, afirma JJ.

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Segundo ele, a Escola é um espaço social de convivência democrática, que deve incentivar o questionamento e abrigar diversas formas de pensamento. “O Sinpro ABC se solidariza à professora Juliana e repudia a atuação da Escola e dos pais, que inferiram no direito fundamental da Liberdade de expressão, sendo a demissão dela um desrespeito à Constituição, à liberdade de cátedra e à Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, que trazem em sua compreensão que a educação é dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana” disse o presidente do Sinpro ABC.

Já o deputado estadual pelo Psol, Carlos Giannazi, que também esteve presente na manifestação, salienta que a atitude da escola e dos pais é um ataque à democracia no País. “Nós estamos acionando a comissão de educação da Assembleia Legislativa de São Paulo para que os proprietários da escola sejam chamados a depor e explicar o porque da demissão sumária da professora Juliana. Também estamos acionando o ministério público estadual para que tome as devidas providências, já que o projeto ‘Escola sem Partido’ não foi aprovado, portanto não está em vigência no País e isso afeta o direito da categoria no ato de ensinar”, disse Giannazi.

Diversos representantes de movimentos sociais, sindicais e políticos estiveram presentes à manifestação, entre eles, o sindicato dos funcionários públicos e a Apeoesp regional.

O Sindicato dos professores do ABC, que representa os docentes das escolas particulares da região, lembra que colocou à disposição da categoria um canal de comunicação e proteção ao professor que se sentir ameaçado ou vítima de perseguição e retaliação por parte de pais, alunos e donos de escolas.

Não sofra ameaças, denuncie: 49940700 ou pelo whatsApp: 98921.2588

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Alunos ficaram fora da escola acompanhando a manifestação.

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Da esquerda para a direita: Alosio Alves, representando a FEPESP e diretor do SINPRO ABC, José Jorge Maggio, presidente do Sindicato dos Professores.

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João Batista, dirigente da CUT-SP e do Sindsep-SP, esteve presente na manifestação

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Belmiro, dirigente do Sindicato dos Bancários do ABC, também esteve presente

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Ex-aluna da professora demitida fala em defesa a docente. 

 

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