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Sex, 02 de Março de 2012 19:49
SINPRO-ABC, uma ideia que deu certo!
“Por que não criamos nosso próprio sindicato?”, indagava um professor numa mesa de bar de São Bernardo do Campo, após participar, junto com outros professores, de uma atividade de apoio à greve dos metalúrgicos. Era 1980 e tal expectativa parecia uma miragem urbana.
Amadurecida a ideia, em 1984 era fundada a Associação Profissional dos Professores do ABC (APRO-ABC) e, anos depois, em 13 de março de 1986, o SINPRO ABC recebia sua carta-sindical.
De lá para cá muita coisa mudou. De um grupo de 20 pessoas, hoje temos quase 3 mil professores sindicalizados. Na trajetória de luta do SINPRO ABC, os docentes conquistaram vários direitos que não existiam antes da criação do sindicato e que também pareciam impossíveis há anos.
Para que fosse possível fundar a APRO-ABC foi formada, em 1983, uma Comissão pré-associação composta pelos professores Messias Simão Telecesqui, José Carlos Oliveira Costa (que compõe atualmente a diretoria do SINPRO ABC) e Mauro Bueno, que posteriormente foi eleito vereador de São Paulo pelo PSTU.
“Fundamos a Associação Profissional dos Professores do ABC (APRO-ABC), em 1984, o que era, de acordo com a legislação da época, uma etapa obrigatória antes de obter o reconhecimento como sindicato”, relembra Julio Turra, professor e fundador do SINPRO ABC. “Éramos um grupo de jovens professores, alguns com experiência do movimento estudantil, outros de uma militância na rede pública (Apeoesp), todos empenhados em organizar uma categoria dispersa e submetida a todo o tipo de descaso por parte dos patrões do ensino privado de nossa região”, completa Turra.
Anos mais tarde, a APRO se tornaria SINPRO ABC, com o recebimento da carta sindical. No mesmo ano, em agosto, a chapa “Construir o SINPRO ABC” foi eleita para assumir a primeira gestão da diretoria da entidade, apresentando, como propostas de ação, campanhas salariais unificadas, encontros dos Sindicatos de Professores, realização de seminários, palestras e congressos com temas relacionados a questões educacionais.
A primeira diretoria
Em agosto de 86, a chapa única "Construir o SINPRO ABC" era eleita para a primeira gestão da entidade com as seguintes propostas de ação: campanhas salariais unificadas, realização de encontros de SINPROs e realização de seminários, palestras e congressos ligados a temas educacionais.
Os professores que compuseram a primeira diretoria eram:
Efetivos: José Carlos Oliveira Costa, Messias Simão Telecesqui, Julio Turra Filho, Amaury Cesar de Moares, José Jorge Maggio, Túlio Sérgio Bulcão e Eduardo Marques Filoso.
Suplentes: Vitor Gilberto Ferreira, Ricardo Alvarez, Anita Martinelli, Inês Moschen, Carlos Roberto Rodrigues, José Roberto Martins Ferreira e Helena Couto Pereira.Conselho Fiscal: Paulo Ostroski, Kazumi Takaesu e Ana Maria Martins de Souza.
A primeira greve
Também foi em 1986 que aconteceu a primeira greve acompanhada e dirigida pelo SINPRO ABC. Os professores de uma escola particular de Ribeirão Pires, revoltados com o atraso dos salários, chamaram o SINPRO e organizaram uma mobilização que paralisou a escola por cinco dias.
Campanha 1000 sócios
Em 1988, com o slogan "Educar é uma ato político, sindicalizar-se também!", o SINPRO ABC lançava sua primeira campanha para aumentar o número de sindicalizados. A campanha atingiu o objetivo de 1000 novos sócios, fortalecendo a entidade e a categoria.
O primeiro Acordo Coletivo
Em 1988, o SINPRO ABC, após participar de várias rodadas de negociação, assina a Convenção Coletiva do 1º e 2º Graus e Cursos Livres. Nela os professores conquistaram piso salarial, hora-atividade, bolsa de estudos para dependentes e o pagamento das janelas. Em 1989 não houve acordo e o Dissídio Coletivo só foi julgado em julho, porém o resultado foi favorável aos professores. A principal conquista foi o Delegado Sindical com estabilidade.
Em 1990, o Acordo Coletivo do 1º e 2º graus e Cursos Livres representou grandes avanços para os professores nas cláusulas sociais. No 3º Grau, o sindicato patronal continuava intransigente e se negava a assinar acordo, mas o SINPRO ABC, com a participação dos docentes, conquistou acordos com a Metodista, FEI, Senador Fláquer, IMES, Fundação Santo André, FEFISA, Fundação ABC e ESAN.
Congressos do SINPRO ABC
O Congresso é a instância máxima de decisão do SINPRO ABC. É realizado trienalmente e tem a função de planejar as ações do sindicato a longo prazo, definindo o perfil de atuação da entidade, seus objetivos e suas prioridades. O 1º Congresso do SINPRO ABC ocorreu em dezembro de 1990.
Convênios
A partir de 1989 a diretoria do SINPRO ABC começou a negociar e assinar convênios com uma série de empresas obtendo descontos em serviços de saúde e lazer para os professores sindicalizados.
A lista de convênios do SINPRO ABC é atualizada anualmente e está disponível em nosso site. Clique aqui e veja a relação completa dos parceiros.
Relações Intersindicais
CUT - O primeiro sindicato dos professores das escolas particulares a se filiar à Central Única dos Trabalhadores - CUT - foi o SINPRO ABC, em outubro de 86. Em 87, o SINPRO ABC participou da diretoria da CUT-ABC e, em 88, da direção nacional da Central. No 6º Congresso Nacional da CUT, realizado em agosto de 97, o SINPRO ABC voltou a compor a direção nacional com a eleição do Prof. Julio Turra na executiva da CUT.
FEPESP - a partir da iniciativa dos SINPROs ABC, São Paulo, Campinas, Osasco e Santos, em 1986 foi criada a FEPESP - Federação dos Professores do Estado de São Paulo. Desde então as Campanas Salariais da categoria e outros assuntos relacionados à educação são discutidos e organizados estadualmente, fortalecendo a atuação dos professores e das entidades. Antes do surgimento da FEPESP quem comandava as Campanhas Salariais dos docentes era a Federação dos Trabalhadores do Estado de São Paulo - FETEE, que tinha uma prática centralizadora que não privilegiava as lutas e as reivindicações dos professores.
CONTEE - Criada em 1991, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino é a entidade que unifica professores e funcionários de estabelecimentos de ensino particular em todo o país. Nela, os sindicatos têm representação direta e os delegados são eleitos diretamente por suas bases. Desde a fundação da FEPESP e da CONTEE o SINPRO-ABC participa da direção das duas entidades, compondo as chapas eleitas nos Congressos das entidades.
SINPRO ABC: 25 anos de lutas e conquistas
O dia 13 de março de 1986 representa um marco na história dos professores da região. Neste dia, a carta sindical era concedida ao Sindicato dos Professores do ABC e, a partir de então, estava oficializada e reconhecida a legitimidade da instituição que seria a voz dos docentes junto ao patronato. “Era uma conjuntura política de redemocratização, com a emergência do novo sindicalismo”, relembra o professor Edélcio P. Gomes, sócio-fundador do SINPRO ABC. “A busca pela participação política e representação classista, reprimida pelo regime militar, emergiu em todos os segmentos profissionais”, destaca Edélcio.
Em 25 anos, muitas conquistas foram somadas à história do Sindicato. Julio Turra destaca a primeira negociação: “Me recordo que a primeira vez em que a APRO-ABC sentou-se à mesa para negociar em nome dos professores foi numa unidade do Curso Pentágono, em Santo André, e obtivemos uma primeira vitória”.
A mais importante das vitórias foi a primeira Convenção Coletiva, assinada em 1988, após várias rodadas de negociação. Nela os professores conquistaram piso salarial, hora-atividade, bolsa de estudos para dependentes e o pagamento das janelas.
“O Sindicato se consolidou e possui a confiança da categoria, que avançou na conquista, fiscalização e cobrança dos direitos. A organização política e mobilização da categoria são batalhas permanentes, assim como a preservação dos princípios democráticos e classistas, que orientam a existência do SINPRO ABC”.
Edélcio Plenas Gomes
“Sem organização, os trabalhadores e os professores, em consequência, são apenas uma massa submetida à exploração dos patrões. O primeiro nível de organização é o sindicato, organismo de unidade da categoria para defender seus interesses econômicos e morais. Convido todos e todas colegas a juntarem-se a nós, no SINPRO ABC, pois a força de um sindicato está nos seus filiados e na participação de todos nas suas decisões”
Julio Turra
historia1SINPRO-ABC, uma ideia que deu certo!
“Por que não criamos nosso próprio sindicato?”, indagava um professor numa mesa de bar de São Bernardo do Campo, após participar, junto com outros professores, de uma atividade de apoio à greve dos metalúrgicos. Era 1980 e tal expectativa parecia uma miragem urbana.

Amadurecida a ideia, em 1984 era fundada a Associação Profissional dos Professores do ABC (APRO-ABC) e, anos depois, em 13 de março de 1986, o SINPRO ABC recebia sua carta-sindical.

De lá para cá muita coisa mudou. De um grupo de 20 pessoas, hoje temos quase 3 mil professores sindicalizados. Na trajetória de luta do SINPRO ABC, os docentes conquistaram vários direitos que não existiam antes da criação do sindicato e que também pareciam impossíveis há anos.

Para que fosse possível fundar a APRO-ABC foi formada, em 1983, uma Comissão pré-associação composta pelos professores Messias Simão Telecesqui, José Carlos Oliveira Costa (que compõe atualmente a diretoria do SINPRO ABC) e Mauro Bueno, que posteriormente foi eleito vereador de São Paulo pelo PSTU.

“Fundamos a Associação Profissional dos Professores do ABC (APRO-ABC), em 1984, o que era, de acordo com a legislação da época, uma etapa obrigatória antes de obter o reconhecimento como sindicato”, relembra Julio Turra, professor e fundador do SINPRO ABC. “Éramos um grupo de jovens professores, alguns com experiência do movimento estudantil, outros de uma militância na rede pública (Apeoesp), todos empenhados em organizar uma categoria dispersa e submetida a todo o tipo de descaso por parte dos patrões do ensino privado de nossa região”, completa Turra.

Anos mais tarde, a APRO se tornaria SINPRO ABC, com o recebimento da carta sindical. No mesmo ano, em agosto, a chapa “Construir o SINPRO ABC” foi eleita para assumir a primeira gestão da diretoria da entidade, apresentando, como propostas de ação, campanhas salariais unificadas, encontros dos Sindicatos de Professores, realização de seminários, palestras e congressos com temas relacionados a questões educacionais.

Manifestação na Av. Paulista contra a flexibilização da CLTA primeira diretoria
Em agosto de 86, a chapa única "Construir o SINPRO ABC" era eleita para a primeira gestão da entidade com as seguintes propostas de ação: campanhas salariais unificadas, realização de encontros de SINPROs e realização de seminários, palestras e congressos ligados a temas educacionais.

Os professores que compuseram a primeira diretoria eram:
Efetivos: José Carlos Oliveira Costa, Messias Simão Telecesqui, Julio Turra Filho, Amaury Cesar de Moares, José Jorge Maggio, Túlio Sérgio Bulcão e Eduardo Marques Filoso.
Suplentes: Vitor Gilberto Ferreira, Ricardo Alvarez, Anita Martinelli, Inês Moschen, Carlos Roberto Rodrigues, José Roberto Martins Ferreira e Helena Couto Pereira.Conselho Fiscal: Paulo Ostroski, Kazumi Takaesu e Ana Maria Martins de Souza.

Manifestação Fora Collor em 1992A primeira greve
Também foi em 1986 que aconteceu a primeira greve acompanhada e dirigida pelo SINPRO ABC. Os professores de uma escola particular de Ribeirão Pires, revoltados com o atraso dos salários, chamaram o SINPRO e organizaram uma mobilização que paralisou a escola por cinco dias.

Campanha 1000 sócios
Em 1988, com o slogan "Educar é uma ato político, sindicalizar-se também!", o SINPRO ABC lançava sua primeira campanha para aumentar o número de sindicalizados. A campanha atingiu o objetivo de 1000 novos sócios, fortalecendo a entidade e a categoria.

1º.de Maio de 1995O primeiro Acordo Coletivo
Em 1988, o SINPRO ABC, após participar de várias rodadas de negociação, assina a Convenção Coletiva do 1º e 2º Graus e Cursos Livres. Nela os professores conquistaram piso salarial, hora-atividade, bolsa de estudos para dependentes e o pagamento das janelas. Em 1989 não houve acordo e o Dissídio Coletivo só foi julgado em julho, porém o resultado foi favorável aos professores. A principal conquista foi o Delegado Sindical com estabilidade.

Em 1990, o Acordo Coletivo do 1º e 2º graus e Cursos Livres representou grandes avanços para os professores nas cláusulas sociais. No 3º Grau, o sindicato patronal continuava intransigente e se negava a assinar acordo, mas o SINPRO ABC, com a participação dos docentes, conquistou acordos com a Metodista, FEI, Senador Fláquer, IMES, Fundação Santo André, FEFISA, Fundação ABC e ESAN.
Manifestação em Brasília contra  FHC e FMICongressos do SINPRO ABC
O Congresso é a instância máxima de decisão do SINPRO ABC. É realizado trienalmente e tem a função de planejar as ações do sindicato a longo prazo, definindo o perfil de atuação da entidade, seus objetivos e suas prioridades. O 1º Congresso do SINPRO ABC ocorreu em dezembro de 1990.

Convênios
A partir de 1989 a diretoria do SINPRO ABC começou a negociar e assinar convênios com uma série de empresas obtendo descontos em serviços de saúde e lazer para os professores sindicalizados.
A lista de convênios do SINPRO ABC é atualizada anualmente e está disponível em nosso site. Clique aqui e veja a relação completa dos parceiros.

4º. Congresso do SINPRO-ABC - ETE Julio de Mesquita - 1999Relações Intersindicais
CUT - O primeiro sindicato dos professores das escolas particulares a se filiar à Central Única dos Trabalhadores - CUT - foi o SINPRO ABC, em outubro de 86. Em 87, o SINPRO ABC participou da diretoria da CUT-ABC e, em 88, da direção nacional da Central. No 6º Congresso Nacional da CUT, realizado em agosto de 97, o SINPRO ABC voltou a compor a direção nacional com a eleição do Prof. Julio Turra na executiva da CUT.

FEPESP - a partir da iniciativa dos SINPROs ABC, São Paulo, Campinas, Osasco e Santos, em 1986 foi criada a FEPESP - Federação dos Professores do Estado de São Paulo. Desde então as Campanas Salariais da categoria e outros assuntos relacionados à educação são discutidos e organizados estadualmente, fortalecendo a atuação dos professores e das entidades. Antes do surgimento da FEPESP quem comandava as Campanhas Salariais dos docentes era a Federação dos Trabalhadores do Estado de São Paulo - FETEE, que tinha uma prática centralizadora que não privilegiava as lutas e as reivindicações dos professores.

CONTEE - Criada em 1991, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino é a entidade que unifica professores e funcionários de estabelecimentos de ensino particular em todo o país. Nela, os sindicatos têm representação direta e os delegados são eleitos diretamente por suas bases. Desde a fundação da FEPESP e da CONTEE o SINPRO-ABC participa da direção das duas entidades, compondo as chapas eleitas nos Congressos das entidades.

Manifestação em Brasília contra FHC e FMISINPRO ABC: 25 anos de lutas e conquistas
O dia 13 de março de 1986 representa um marco na história dos professores da região. Neste dia, a carta sindical era concedida ao Sindicato dos Professores do ABC e, a partir de então, estava oficializada e reconhecida a legitimidade da instituição que seria a voz dos docentes junto ao patronato. “Era uma conjuntura política de redemocratização, com a emergência do novo sindicalismo”, relembra o professor Edélcio P. Gomes, sócio-fundador do SINPRO ABC. “A busca pela participação política e representação classista, reprimida pelo regime militar, emergiu em todos os segmentos profissionais”, destaca Edélcio.

Em 25 anos, muitas conquistas foram somadas à história do Sindicato. Julio Turra destaca a primeira negociação: “Me recordo que a primeira vez em que a APRO-ABC sentou-se à mesa para negociar em nome dos professores foi numa unidade do Curso Pentágono, em Santo André, e obtivemos uma primeira vitória”.

A mais importante das vitórias foi a primeira Convenção Coletiva, assinada em 1988, após várias rodadas de negociação. Nela os professores conquistaram piso salarial, hora-atividade, bolsa de estudos para dependentes e o pagamento das janelas.

“O Sindicato se consolidou e possui a confiança da categoria, que avançou na conquista, fiscalização e cobrança dos direitos. A organização política e mobilização da categoria são batalhas permanentes, assim como a preservação dos princípios democráticos e classistas, que orientam a existência do SINPRO ABC”. 
Edélcio Plenas Gomes


“Sem organização, os trabalhadores e os professores, em consequência, são apenas uma massa submetida à exploração dos patrões. O primeiro nível de organização é o sindicato, organismo de unidade da categoria para defender seus interesses econômicos e morais. Convido todos e todas colegas a juntarem-se a nós, no SINPRO ABC, pois a força de um sindicato está nos seus filiados e na participação de todos nas suas decisões”
Julio Turra